Entrevista com a professora doutoranda Jaqueline Diniz Pinho

Jaqueline Diniz Pinho, possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Maranhão (2010) e mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Maranhão (2013). Atualmente realiza o doutorado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Tem experiência na área de doenças infecciosas e parasitárias e genética do câncer.

 por: Tiago Rodrigues, Wesliany E. Duarte e Taynah Raianne
em julho de 2017.

  1. Qual sua área de formação e há quanto tempo isso ocorreu?

Sou formada em Biologia pela Universidade Federal do Maranhão há 6 anos, assim que terminei a graduação ingressei no mestrado, ao finaliza-lo em menos de um ano entrei no doutorado.

 

  1. Como se deu sua escolha profissional?

Curiosamente, no primeiro ano do ensino médio eu não gostava de biologia, achava aqueles termos muito complexos, mas tive ótimos professores. E foi através destes professores estes pequenos problemas de nomenclatura desapareceram, e a biologia despertou a minha atenção. Logo, que finalizei o ensino médio decidi fazer ciências biológicas, mais precisamente entrar na área de pesquisa em genética. Eu já entrei no curso de biologia decidida em relação aquilo que eu queria seguir, logo no meu primeiro período já procurei o laboratório de genética para conhecer quais eram as linhas de pesquisa e desde então não saí mais.

 

  1. Acredita que tenha feito uma boa escolha?

Sim, só me arrependo de ter ficado muito tempo em laboratório e ter ido pouco para campo.

 

  1. Em quais instituições de ensino já lecionou?

Bom, eu nunca lecionei no ensino médio, porém tive uma breve experiência nas series finais do ensino fundamental, mas isso foi durante apenas 3 meses e logo ingressei na docência do ensino superior.

 

  1. Das experiências que presenciou no campo da educação, qual delas considera a mais significativa no seu trabalho?

Aquela em que eu percebo que o aluno realmente aprendeu o que ensinei.

 

  1. Existe algum projeto de pesquisa que deseja realizar no campus de Bacabal? Qual e quando pretende inicia-lo?

O Maranhão possui um vasto campo de estudo, principalmente para as doenças negligenciadas. Desse modo, o campus de Bacabal seria um bom lugar para estudar a epidemiologia de doenças como hanseníase, leishmaniose, e até mesmo aquelas do campo das DSTs como o HPV. Assim que for possível pretendo realizar esses projetos, já tenho duas alunas que estão trabalhando com essa temática, uma delas está trabalhando com parte dos meus dados do doutorado e a outra está trabalhando com a temática de educação em saúde nas escolas de Bacabal.

 

  1. Como se deu a sua vinda para o campus de Bacabal?

 Foi um pouco curiosa, porque eu fiz o seletivo para o campus de Codó, passei em terceiro lugar, porém foram chamados, apenas o primeiro e o segundo colocado, por incrível que pareça o segundo colocado não ficou muito tempo no cargo, apenas dois meses, e me disseram que iriam me chamar logo. Eu fiquei na espera, ao mesmo tempo o professor Elídio entrou em contato comigo informando que um dos professores iria se afastar, sendo, portanto, aberta uma vaga para professor substituto em Bacabal, questionou se eu tinha interesse em ocupa-la e logo aceitei. Entretanto por questões burocráticas não consegui vir a tempo para início do semestre.

 

  1. No seu ponto de vista, qual a importância do curso de ciências naturais com habilitação em biologia para a região bacabalense?

É importante por que o curso tem por objetivo formar profissionais da educação e temos um déficit em profissionais bem qualificados nesta área.

 

  1. Em sua visão, o que poderia ser melhorado no curso?

Primeiramente, seria necessária uma mudança na grade curricular, porém para isso faz-se necessário mais professores, e ampliação do número de laboratórios. Assim com um corpo docente maior, e uma melhor infraestrutura mais linhas de pesquisa poderiam ser criadas, e os alunos seriam muito beneficiados com essas melhorias.

 

      10. Qual dica daria aos jovens que queiram fazer esse curso?

A primeira dica seria ter noção básica do campo de trabalho, e da sua área de atuação como profissional. Pois, essa falta de conhecimento é um dos motivos para  a evasão em muitos cursos, e a frustração de muitos profissionais recém-formados, ao se deparar com o desemprego. Um outro ponto é ter afinidade pelo que vai estudar, e isso requer muita leitura, horas afinco de estudo e escrita.  Por fim, estar disposto a enfrentar os entraves que pode sofrer no decorrer do curso, como greves, falta de infraestrutura suficiente, e tantas outras. 

 

Professora Jaqueline Diniz Pinho

 

 

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