Descarte Inadequado Dos Resíduos Sólidos Urbanos

(Por: Eleilde Almeida Araújo – Discente do Curso de Ciências Naturais; e Meubles Borges Júnior – Tutor do PET)

Comemora-se no mês de junho a semana mundial do meio ambiente, que tem por finalidade apoiar a participação da comunidade sensibilizando na preservação do patrimônio natural do nosso país, dando a importância aos cuidados com o meio ambiente para a melhoria da qualidade de vida.

O meio ambiente pode ser considerado como qualquer espaço em que um ser vive e se desenvolve, oferecendo-lhes condições importantes para a seu desenvolvimento e sobrevivência. A vida se torna mais escassa em um ambiente com pouca reserva de água, solo de baixa fertilidade e atmosfera insalubre, por isso a importância de se preservar o meio em que vivemos para as futuras gerações. Apesar de existir uma inter-relação entre os seres vivos e com o meio ambiente, cabe ao homem atuar de forma consciente sobre essa relação. Entretanto, o homem tem sido responsável por grandes e rápidas transformações ao meio ambiente em que ele vive, principalmente a partir dos avanços tecnológicos proporcionados pela Revolução Industrial, permitindo buscar o consumo do que é prático e rápido, gerando uma quantidade cada vez maior de resíduos, e que na maioria das vezes são descartados de maneira inadequada.

Hoje um dos grandes impactos ambientais que enfrentamos é o lixo e o seu descarte impróprio. Define-se lixo todo e qualquer resíduo sólido resultante das atividades humanas, considerado sem utilidade. O lixo deve ser considerado como um problema de toda sociedade e não individual. Segundo o artigo 225 da Constituição da Republica Federativa do Brasil estabelece que: “Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preserva-lo para as futuras gerações”.

Os resíduos gerados no meio urbano tem sido um desafio tanto para o poder público como para a sociedade. O descarte dos resíduos sólidos tem ocorrido de forma inadequada tanto pelo poder público quanto pela população. A população faz esse descarte nas ruas, rios, locais próximos de residências, o que além de causar problemas de ordem estética, em período chuvoso pode dar acesso a vetores causadores de doenças, consequentemente causando um alto agravamento de degradação ambiental. No caso do destino final são deixados a céu aberto pelo poder público, tornando-se uma ameaça constante à saúde pública (Figura 1).

 

Figura 1: Lixo urbano sendo descartado a céu aberto pelo poder público

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Res%C3%ADduos_s%C3%B3lidos_urbanos

Em Bacabal, a situação não é diferente e parece até mesmo ser mais grave frente ao que se pode constatar, tanto em relação ao local de destinação final dos resíduos sólidos urbanos, quanto com a quantidade de resíduos descartados de maneira inapropriada pela própria população. A situação evidencia a urgência em se adotar um sistema de manejo adequado dos resíduos, definindo uma política para a gestão e o gerenciamento, que assegure a melhoria continuada do nível de qualidade de vida, promova práticas recomendadas para a saúde pública e proteja o meio ambiente contra as fontes poluidoras.

Com essa toda essa problemática os petianos do PET de Ciências Naturais – Campus III (Bacabal) da UFMA estão desenvolvendo um projeto para sensibilização, junto a alunos do ensino médio, colaborando com o processo de conscientização da população sobre os problemas gerados pelo descarte inadequado dos resíduos sólidos residenciais e a importância da adequação do descarte do lixo, buscando também informações junto ao poder público responsável pelo destino final dos resíduos sólidos urbanos da cidade de Bacabal. Dessa forma, espera-se contribuir com a melhoria do meio ambiente, da saúde e da qualidade de vida da comunidade bacabalense.

 

REFERÊNCIAS

Mucelin, Carlos Alberto; Bellini, Marta LIXO E IMPACTOS AMBIENTAIS PERCEPTÍVEIS NO ECOSSISTEMA URBANO Sociedade & Natureza, vol. 20, núm. 1, junio, 2008, pp. 111-124

TETRA PARK- Cultura ambiental nas escolas Disponível em: <http://www.culturaambientalnasescolas.com.br/busca> Acesso em: 05 jun. 2017.

 

 

 

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