PROJETO CINE FILOSOFIA

CONVITE

            O Projeto Cine Filosofia (UFMA – Campus III/Bacabal) tem o prazer de lhe convidar para mais uma sessão de Cinema com Filosofia, no dia 24/11/2016 (quinta-feira) às 14:00 horas, na sala 08, no Campus III da UFMA/Bacabal. Nessa sessão vamos assistir ao filme: 1984. Escrito e dirigido por Michael Radford, baseado na obra de George Orwell. Londres, Inglaterra, 1984. Após a sessão vamos debater a temática dessa produção cinematográfica, pensando a articulação entre sociedade de controle, estratégias de resistências e liberdade de pensamento.

A partir desta data o PET Ciências Naturais – Campus III/Bacabal passa a integrar o Projeto Cine Filosofia do Professor Clever Luiz.

Atenciosamente,

Professor Clever Luiz

PET Ciências Naturais – Campus III/Bacabal

Seguem duas resenhas críticas disponíveis na internet conforme

Resenha Crítica 1 (http://www.sosestudante.com/resumos-f/filme-1984.html):

O mais famoso romance de George Orwell, que deu origem ao filme 1984, foi escrito em 1948. A história se passa no “futuro”, o ano de 1984, na Inglaterra, ou na pista de pouso número 1, parte integrante do megabloco da Oceania.

O filme conta a história de Winston Smith, membro do partido que trabalha na área de informações (Ministério da verdade) mudando as notícias, manipulando e noticiando só o que é do interesse do partido. Para Winston “Liberdade, é liberdade de dizer que 2 + 2 = 4”.

Winston mantém secretamente em seu quarto um diário, este é um dos seus crimes. Depois conhece uma moça chamada Júlia e se apaixona e começa a namorar escondido, pois para namorar ou casar precisa ter a autorização do partido.

Winston recebe um convite de O’Brian, que sob o pretexto de lhe entregar o dicionário, o convida para ir a casa dele (resistência), lá ele descobre que O’Brian tem controle sobre as telas de observação, e depois ao chegar em casa ele foi ver o dicionário e tinha um livro com a filosofia da resistência, escrito por Goldstein, que Winston lê as escondidas,

Júlia e Winston começam a se encontrar com freqüência e são presos pela polícia de pensamento, por traição, pois há uma tela camuflada atrás de um quadro. Na prisão Winston encontra com seu vizinho, que foi acusado por sua própria filha, pois as crianças são as maiores delatoras do partido, porque são totalmente moldadas pelo partido. O vizinho é um inocente tolo.

Winston descobre que O’Brian é seu carcereiro, e é cruelmente torturado por ele, É preso no “Ministério do Amor” para ser re-doutrinado através de tortura, e acaba renegando até a própria Júlia. Quando é solto sua mente não é mais a mesma, nada mais lhe importa e quando encontra com Júlia, ela também foi re-doutrinada pelo partido, eles estão completamente dominados.

Quando George Orwel publicou este livro não tinha os meios de comunicação que existem hoje, mesmo assim sua imaginação foi além do seu tempo, tornando-se para nós hoje um assunto atual devido aos meios que nos são impostos pela mídia. Hoje temos a impressão de estarem, os sendo sempre vigiados, que nossos telefones são grampeados, há lugares que tem câmeras nas ruas, que com a desculpa de ser para segurança, mas na realidade também eles vigiam os cidadãos do bem.

E quem garante que as notícias que chegam até nós, não são manipuladas, que eles colocam o que querem em jornais, televisão, internet e outros meios de comunicação e massa?

O vizinho de Winston que era um tolo inocente não era só ele, mas a maioria das pessoas que eram vítimas do partido. Todos os cidadãos sabiam que qualquer atitude suspeita poderia significar seu fim, e não apenas sair de um programa de TV com o bolso cheio de dinheiro, mas desaparecer de fato.

Os vizinhos e os próprios filhos eram incentivados a denunciar a polícia de pensamento. Quem cometesse algum crime, seria torturado, o que é prática comum nos Regimes Totalitários.

Resenha Crítica 2 (Fonte: http://sociologialimite.blogspot.com.br/2009/04/1984-atualidade-do-grande-irmao-de.html):

Obra-prima do escritor inglês George Orwell, “1984” tem o claro propósito de chocar ao mesmo tempo em que pretende “abrir os olhos”, se não todos os sentidos, daqueles que leem o livro ou assistem sua versão cinematográfica, dirigida por Michael Radford, estrelada por John Hurt e último filme do astro Richard Burton.

Orwell era declaradamente esquerdista, mas a despeito disso compreendeu o totalitarismo stalinista que eliminava arbitrariamente todos os opositores do regime e, é claro, sabia igualmente da existência de regimes ditatoriais de direita e das atrocidades por eles cometidas.

Apesar deste tema específico, o totalitarismo político que passa a impregnar a vida de todos os cidadãos e ditar o rumo de suas vidas, dizendo a todo o momento, a partir de um onipresente sistema de informação e comunicação de ideias do regime político dominante, “1984” vai muito além disto, e, certamente, se torna um clássico justamente por não ser raso e panfletário.

De certa forma é possível traçar parentesco entre esta obra e algumas outras de ficção que preveem para o amanhã um mundo sombrio, desumanizado, em que imperam as relações produtivas e nada mais. As fórmulas e encaminhamentos encontrados por diferentes escritores e criadores cinematográficos – como, por exemplo, em “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, ou “Matrix”, dos irmãos Andy e Larry Wachowski, não escondem o temor de que de alguma forma sejamos dominados por um sistema político-ideológico que nos massacrem e nos escravizem.

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Sobre meublesborges

Professor do Curso de Licenciatura em Educação do Campo. Graduação em Química Industrial. Mestrado e Doutorado em Agronomia (Solos e Nutrição de Plantas, as especificamente Química do Solo na Área de Meio Ambiente). Desenvolvo trabalhos na área de Educação Ambiental e Tecnologias Ambientalmente Saudáveis e de Baixo Custo.

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